O empresário Waldery Ferreira Areosa conseguiu censurar reportagens que apontavam seu envolvimento em investigações sobre exploração sexual de crianças e adolescentes e, após a decisão judicial, passou a atacar publicamente sua concorrente, Maria do Carmo Seffair Lins de Albuquerque, reitora e cofundadora do Centro Universitário Fametro e pré-candidata ao governo do Amazonas. As matérias foram retiradas do ar por determinação da Justiça do Amazonas.
A ordem de censura foi assinada pelo juiz Luís Carlos Honório de Valois Coelho, da 9ª Vara Cível de Acidentes de Trabalho de Manaus, que atendeu a pedido do empresário e determinou a retirada de conteúdos publicados pelo portal Metrópoles e pela revista Cenarium. A decisão considerou que as reportagens poderiam causar danos à imagem de Areosa, mesmo tratando de fatos de interesse público.
Os textos jornalísticos citavam a Operação Estocolmo, deflagrada em 2012, que investigou uma rede de exploração sexual infantil envolvendo empresários e políticos em Manaus. Waldery Ferreira Areosa foi mencionado nas investigações, mas o processo acabou prescrito, sem julgamento do mérito. As reportagens relacionavam esse histórico à concessão de uma honraria oficial ao empresário.
Resposta aos ataques
Após conseguir a retirada das matérias, Areosa intensificou ataques contra Maria do Carmo Seffair. Em vídeo publicado na sexta-feira (30), afirmou que “a nota dada pelo MEC ao curso de medicina da Fametro é uma nota certa, o MEC não brinca” e declarou que a instituição recebeu nota 1. “Se fosse de 0 a 5, a nota dela seria 0”, disse. Em outro trecho, atacou diretamente a concorrente: “A culpa é dos alunos, porque escolheram a pior instituição de Manaus”, além de contestar números divulgados pela Fametro.
Diante das declarações, Maria do Carmo se manifestou. Ao comentar a nota do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), afirmou: “Vamos falar sobre o curso de medicina da Fametro e colocar as coisas no devido lugar, porque barulho nunca foi sinônimo de verdade”. Ela criticou “ataques feitos por blogs patrocinados com dinheiro público” e declarou: “Não aceito oportunismo travestido de preocupação”.
A pré-candidata ao governo do Amazonas destacou que o Enamed avalia o desempenho do aluno, mas reforçou o compromisso institucional da Fametro. “Instituição séria não terceiriza a responsabilidade. A gente revisa, cobra e melhora sempre”, disse. Maria do Carmo afirmou ainda que a Fametro é a maior instituição de ensino superior do Norte, com presença em 11 estados e IGC 4, ressaltando que “na estrutura somos nota 5” e que os professores são “mestres e doutores”.
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