• Início
  • Política de privacidade
  • Início
  • Política de privacidade
Facebook Instagram Youtube
  • Amazonas
  • Cidade
  • Brasil
  • Política
  • Mundo
  • Gastronomia
  • Automóveis
  • Sociedade
  • Amazonas
  • Cidade
  • Brasil
  • Política
  • Mundo
  • Gastronomia
  • Automóveis
  • Sociedade
  • Amazonas
  • Cidade
  • Brasil
  • Política
  • Mundo
  • Gastronomia
  • Automóveis
  • Sociedade
  • Amazonas
  • Cidade
  • Brasil
  • Política
  • Mundo
  • Gastronomia
  • Automóveis
  • Sociedade
Home Amazonas

Decisão judicial determina que Governo do Amazonas aumente o repasse do ICMS para Coari. Os demais municípios perdem recursos

21 de agosto de 2026
em Amazonas
Decisão judicial determina que Governo do Amazonas aumente o repasse do ICMS para Coari. Os demais municípios perdem recursos
FacebookShare on TwitterWhatsapp

A mudança no rateio da cota-parte do ICMS determinada pela Justiça pode provocar um forte impacto nas receitas dos municípios amazonenses. A decisão do juiz Marco Antônio Pinto da Costa, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), restabeleceu o índice de participação de Coari em 5,81% e determinou que o Estado faça a recomposição de R$ 91,6 milhões referentes a diferenças acumuladas.

O alerta foi feito pelo vice-governador do Amazonas e candidato à reeleição, Serafim Corrêa, que chamou a atenção de prefeitos e prefeitas para o efeito da decisão sobre os demais municípios. Segundo ele, ao aumentar a participação de Coari no bolo do ICMS, a medida reduz proporcionalmente a parcela destinada às demais prefeituras.

*Coari ganha, demais perdem*

Em manifestação dirigida aos gestores municipais, Serafim afirmou que a decisão beneficia, diretamente, Coari, enquanto os demais municípios terão redução em suas participações. Ele ressaltou, porém, que o governo estadual não tem margem para escolher se cumpre ou não a determinação.

“Só Coari ganha, os outros 61 municípios perdem”, afirmou. Segundo Serafim, o estado está apenas cumprindo “estritamente” a decisão judicial, que determinou à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM) a aplicação imediata do índice de 5,81%.

A decisão assinada em 22 de julho estabelece que o novo percentual deve ser aplicado imediatamente e também determina o pagamento das diferenças acumuladas durante o período em que a tutela esteve suspensa.

*R$ 91,6 milhões em jogo*

O impacto financeiro já aparece nos números apresentados no processo. De acordo com a decisão, somente entre 5 de maio e 14 de julho de 2026, a diferença entre o valor que Coari receberia com o índice de 5,81% e o que efetivamente recebeu chegou a R$ 26,99 milhões.

Já em relação ao exercício de 2025, a diferença inicialmente calculada foi de R$ 137,47 milhões. Após dois pagamentos extraordinários de R$ 36,42 milhões cada, restou um saldo de R$ 64,62 milhões.

Somadas as duas parcelas, a decisão judicial aponta um montante de R$ 91.617.896,71 a ser recomposto a Coari, ressalvando que os valores ainda podem passar por acerto em fase de liquidação e contraditório.

*Efeito sobre os municípios*

O ponto mais sensível para as prefeituras está justamente na natureza do rateio. Como o total a ser distribuído não aumenta simplesmente porque um município ganhou uma fatia maior, a elevação da participação de Coari implica redução proporcional para os demais municípios que integram a divisão.

É esse efeito que Serafim considera preocupante e que pode atingir diretamente o caixa das prefeituras, especialmente aquelas que dependem fortemente das transferências constitucionais para manter serviços públicos, folha de pagamento e investimentos.

A própria decisão reconhece que a alteração do repasse envolve receitas municipais e determina que o Estado faça a transferência por meio dos sistemas fazendários, sem submissão ao regime de precatórios.

*Disputa vem de anos atrás*

Serafim também vivenciou situação semelhante ocorrida em 2005 e 2006, quando ele era prefeito de Manaus. Segundo ele, uma mudança no percentual de Coari naquele período teria provocado prejuízos aos demais municípios.

O vice-governador lembrou ainda que, em 2008, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) teria determinado que os municípios fossem ouvidos em uma discussão dessa natureza. Na avaliação apresentada por Serafim, a atual decisão judicial ocorre em um cenário que, segundo ele, contraria esse entendimento anterior.

*Prefeitos são chamados à disputa*

Diante do impacto sobre as receitas municipais, Serafim defendeu que os prefeitos e prefeitas avaliem a participação no processo judicial.

A decisão de julho determina, inclusive, que seja verificado se todos os municípios que integram a ação foram regularmente citados, individualizando eventuais pendências para garantir a formação do contraditório.

Enquanto isso, o estado foi obrigado a aplicar o percentual de 5,81% a Coari no prazo de 72 horas e a cumprir a recomposição financeira determinada pela Justiça. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 200 mil.

O processo, portanto, não representa apenas uma disputa financeira entre o Estado e Coari. O novo percentual interfere diretamente na divisão de uma receita compartilhada entre os 62 municípios e coloca em jogo recursos que, para as demais prefeituras, podem representar perdas relevantes no orçamento, comprometendo a manutenção da máquina pública assim como investimentos.

BOX

*Manaus é a cidade que mais perde*

A decisão judicial que elevou a participação de Coari no rateio do ICMS já produz impacto financeiro nos repasses dos demais municípios amazonenses. Dados da Sefaz/AM mostram que no período de arrecadação de 10 a 14 de agosto, com repasse no dia 18 de agosto ocorrerão variações nos valores destinados aos municípios. Coari recebeu R$ 3,67 milhões quase o dobro do que era destinado antes da decisão judicial, R$ 1,61 milhões. Enquanto isso, o conjunto dos demais municípios registrou perdas.

Entre os maiores impactos está Manaus, que teve redução de cerca de R$ 2 milhões em relação ao valor que receberia pelo índice anterior. O repasse à capital caiu de R$ 39,31 milhões para R$ 37,9 milhões nesse período.

Outros municípios também tiveram perdas expressivas: Presidente Figueiredo perdeu R$ 90 mil; Itacoatiara, R$ 40,8 mil; Parintins, R$ 28,4 mil; Manacapuru, R$ 28,4 mil; Maués, R$ 23,4 mil; e Tefé, R$ 20,9 mil. As perdas referem-se ao período de 10 a 14/08.

No total, as perdas financeiras, nas últimas quatro semanas, chegam a R$ 7,5 milhões. Manaus deixou de receber R$ 4,8 milhões.

A mudança decorre do cumprimento da decisão judicial que determinou a elevação do índice de participação de Coari de 2,55% para 5,81%. O próprio juiz Marco Antônio Pinto da Costa determinou que o Estado, por meio da Sefaz-AM, aplicasse imediatamente o novo percentual.

Assim, embora o Estado seja responsável operacionalmente pelo repasse, a redistribuição do ICMS ocorre entre os próprios municípios: a maior fatia destinada a Coari reduz proporcionalmente a parcela recebida pelas demais prefeituras, incluindo Manaus.

Tags: amazonasDecisão judicial

Últimas notícias

Professora Maria promete choque de gestão para enfrentar crise no Amazonas e critica falta de planejamento
Amazonas

Professora Maria promete choque de gestão para enfrentar crise no Amazonas e critica falta de planejamento

15 de outubro de 2026
Carlos Bolsonaro declara voto: ‘É Maria e Flávio 22’
Amazonas

Carlos Bolsonaro declara voto: ‘É Maria e Flávio 22’

15 de outubro de 2026
Presidente da Aleam, Adjuto Afonso, acompanha balanço das ações estaduais de combate às queimadas no Amazonas
Amazonas

Presidente da Aleam, Adjuto Afonso, acompanha balanço das ações estaduais de combate às queimadas no Amazonas

14 de outubro de 2026
Facebook Instagram Youtube

República do Amazonas © Todos os direitos reservados - 2024 - Desenvolvido por Creare Center

No Result
View All Result
  • Política de privacidade
  • República do Amazonas

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.